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A "Lei dos
ônibus" londrinos
O serviço de ônibus em Londres, já em seu princípio,
revelava uma série de problemas relativos ao conforto e a
civilidade dos usuários, problemas que ainda ocorrem com
freqüência. O jornal Times, na época, em 1833, publicou uma
série de instruções que deveriam ser seguidas para uma
melhor e mais civilizada utilização desse meio de locomoção.
Elas continuam válidas, como se pode observar:
1. Não coloque os pés no assento
2. Não se coloque em um canto e então abra as janelas de
modo que o vento noroeste atinja o pescoço de seu vizinho.
3. Tenha seu dinheiro à mão se desejar descer. Se o seu
tempo não vale nada, o dos outros pode valer.
4. Não imponha ao condutor a necessidade de obter o troco:
ele não é um banqueiro.
5. Sente com suas pernas retas, e não com elas descrevendo
um ângulo de 45°, ocupando desta forma o espaço de duas
pessoas.
6. Não cuspa no assoalho. Você não está num chiqueiro, mas
viajando em um ônibus, num país que se orgulha de seu
refinamento.
7. Comporte-se respeitosamente com as mulheres e não faça
uma moça enrubescer, porque ela não pôde escapar de sua
brutalidade.
8. Se você levar um cão, que ele seja pequeno e preso a uma
coleira.
9. Não leve grandes pacotes — um ônibus não é um furgão.
10. Reserve as brigas e discussões para o campo aberto. O
som de sua voz pode ser música a seus ouvidos — mas talvez
nem tanto para seus companheiros.
11. Se você for discutir política ou religião, fale com
moderação: todos têm direito às suas opiniões, e todos têm
igualmente direito de não serem chocados.
12. Refreie a vaidade e o ar presunçoso. Lembre-se que você
está viajando por seis pence uma distância a qual, se fosse
feita num hackney-coach, custaria vários shillings; e que se
o seu orgulho se eleva acima das acomodações plebéias, sua
carteira deve capacitá-lo a impor indulgências
aristocráticas.
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